Usados como pejorativos, “fascismo”,
“inquisição”, “medieval”, “retrocesso”, “em pleno século XXI” etc. são termos
do vocabulário demagógico mais baixo e mais grosso que se pode conceber.
Qualquer pretenso intelectual que os use assim só prova a pobreza do seu
universo lingüístico.
O fascismo não foi
fundado nem por burgueses, nem por proletários, nem pela “classe média”. Foi
fundado por soldados que voltavam do front de batalha, traumatizados pela visão
direta da crueldade e do horror, e que, sentindo-se deslocados no teatrinho da
ordem burguesa, acharam que era uma boa idéia atear fogo em tudo, transformando
a política em guerra. Não existe NENHUMA possibilidade de compreender o
fascismo em termos marxistas de “luta de classes”: essa hipótese foi inventada
pela URSS para camuflar, sob densas camadas de retórica e propaganda, a sua
colaboração com o nazismo.
Já estou com o
saco cheio de intelectuais de merda (de esquerda ou de direita) que usam
“fascismo” como puro insulto, aplicando-o a coisas e pessoas que nada têm a ver
com fascismo nenhum. Esse termo designa um conceito histórico descritivo que é
de suma importância para a compreensão do processo político, e não deve ser
prostituído para servir a fins de propaganda barata.
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