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terça-feira, 18 de outubro de 2016

     Usados como pejorativos, “fascismo”, “inquisição”, “medieval”, “retrocesso”, “em pleno século XXI” etc. são termos do vocabulário demagógico mais baixo e mais grosso que se pode conceber. Qualquer pretenso intelectual que os use assim só prova a pobreza do seu universo lingüístico.
     O fascismo não foi fundado nem por burgueses, nem por proletários, nem pela “classe média”. Foi fundado por soldados que voltavam do front de batalha, traumatizados pela visão direta da crueldade e do horror, e que, sentindo-se deslocados no teatrinho da ordem burguesa, acharam que era uma boa idéia atear fogo em tudo, transformando a política em guerra. Não existe NENHUMA possibilidade de compreender o fascismo em termos marxistas de “luta de classes”: essa hipótese foi inventada pela URSS para camuflar, sob densas camadas de retórica e propaganda, a sua colaboração com o nazismo.
      Já estou com o saco cheio de intelectuais de merda (de esquerda ou de direita) que usam “fascismo” como puro insulto, aplicando-o a coisas e pessoas que nada têm a ver com fascismo nenhum. Esse termo designa um conceito histórico descritivo que é de suma importância para a compreensão do processo político, e não deve ser prostituído para servir a fins de propaganda barata.



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